domingo, 11 de maio de 2008

A criança tecnológica

Uma aplicação tecnologiaca ou uso da tecnologia na aula deverá estar orientada para a pesquisa de renovações educativas nelas mesmas que fazendo uso das TIC onde a criança “criança tecnológica” (JIMENEZ), possa vivenciar não só uma prática inovadora, mas também uma prática que responda às exigências sociais de uma sociedade num contexto dominado pelas tecnologias da informação (Área, 1998).
O fazer da tecnologia uma ferramenta didáctica de aula é utilizá-la e aproveitá-la como um recurso para nós na aula, o qual deve superar a visão de mero aparato, deve ser algo mais (Santibánez, 1998), deve ser a união entre tecnologia educativa e filosofia educativa (Gheller, 1999), unindo assim o que actualmente nos delega a sociedade da informação e o que tradicionalmente nos tem dado a escola para gerar uma nova visão da aula, das classes: tecnologia e educação.

As novas crianças da era tecnológica

A sociedade actual, chamada de sociedade da informação, vai constituindo na criança um perfil, devido à influência incontestável das TIC. Este perfil é definido por JIMENEZ como a “criança tecnológica” e como esta criança é o centro de gravidade do sistema educativo, as mudanças que ela assimila geram, directamente, mudanças educativas que mais do que elas são a redefinição dos paradigmas educativos: escola, docente e aluno.
A investigação de JIMENEZ tenta analisar a relação existente na actualidade entre a criança com a finalidade de definir as características da “criança tecnológica” para que, futuramente, estas possam ser tomadas em conta nas mudanças curriculares escolares.
A metodologia insere-se na investigação documental e utilizando técnicas de recolha, operação e análise.
Os resultados de JIMENEZ mostram que as características do perfil da criança, e as necessidades educacionais considerando esta mudança no aprender como sendo o centro das mudanças no agente educador.

Ajudando os professores a escolherem os recursos das TIC e a usa-los eficazmente

Este artigo de Vincenza Benigno, Stefania Bocconi, e Michela Ott examina o tema da inclusão escolar através do conceito de acesso universal à educação. Centra-se no forte potencial que as tecnologias de informação e comunicação (TIC) oferecem para evitar qualquer tipo de discriminação entre alunos.
Mesmo assim, afirma que os professores exercem um papel fundamental na capitalização das oportunidades que oferecem as novas tecnologias para favorecer a plena inclusão de todos os estudantes no sistema educativo dominante.
Desta perspectiva, para ver o acesso universal à educação como um objectivo real e alcançável, os professores devem ser conscientes do potencial das TIC e têm que ser capazes de adquirir os conhecimentos necessários e as habilidades operativas para poder eleger e utilizar adequadamente este tipo de recursos. Os resultados do questionário sobre a opinião dos professores em relação às novas tecnologias e à inclusão, realizado pelo ITD-CNR a trezentos professores italianos mostram que a maioria (75%) reconhece que os recursos e as ferramentas de TIC dispõe de um enorme potencial para fomentar e actualizar práticas de inclusão nas escolas. Contudo, quase todos declaram que necessitam informação concreta e ajuda para eleger e utilizar os produtos de TIC adequados a ditas finalidades. Neste artigo também se apresentam dois projectos-piloto de investigação. Um está desenhado para proporcionar aos professores informação útil e completa sobre os rasgos de acessibilidade do software educativo. No outro faz-se a difusão do saber-como e de boas práticas para impulsionar a elaboração, o intercâmbio e a reutilização de planos pedagógicos inclusivos. Estes projectos geraram dois serviços concretos em linha que oferecem informação sobre as características de acessibilidade dos produtos educativos e mostram as melhores práticas em inclusão escolar.
A ideia base é que todo o processo de inclusão se pode fomentar através de novas ferramentas tecnológicas, que por sua vez requer mudanças e modificações das estruturas, estratégias, conteúdos e focos educativos.

sábado, 3 de maio de 2008

As TIC no processo de Ensino-Aprendizagem

O trabalho de Maria del Pilar Sepúlveda e Ignacio Calderón Almendros incide num estudo de caso sobre a implantação experimental das TIC nos sistemas escolares de Andalucía. Este estudo realizou-se num centro de educação primaria da capital malaguenha e aborda questões chave sobre como realizar uma avaliação de um centro TIC. O projecto do centro entendia as TIC como uma valioda ferramenta mais para desenvolver o trabalho docente, que poderia favorecer a igualdade de oportunidades e a atenção à diversidade, completando (não substituindo) o professorado e os seus actuais recursos.
O estudo reflecte fundamentalmente sobre a incidência da implantação das TIC nos processos de ensino-aprendizagem, nas novas propostas metodológicas que emergeram, na avaliação das aprendizagens e a atenção à diversidade.Os resultados obtidos não são homogéneos. Para a maioria as TIC são um recurso mais para apoiar as aprendizagens dos estudantes, enquanto que para outras favoreceram a reflexão sobre distintas dimensões do “seu” profissional: as tarefas e estratégias que estão a utilizar para trabalhar na aula ou sobre como reorganizar a selecção cultural escolar, tratando de reorganizar o considerado relevante pelo professorado e destaca-lo no livro de texto. É decidir, a implantação das TIC poderia constituir um interessante reactivo para colocar questões centrais que condicionam os processos de ensino-aprendizagem, mas inicialmente não parece desenvolver-se neste sentido, ainda que demasiado pronto para poder concretiza-las.

As TIC em cursos universitários

Segundo Jairro Andrés Montes González e Solanlly Ochoa Angrino, a implementação das tecnologias da informação e comunicação (TIC) nos contextos educativos tem-se generalizado na actualidade. Não obstante, mantém-se a pergunta de qual é o impacto da tecnologia nos processos de ensino e aprendizagem. Geralmente tem sido proposto modelos de avaliação quantitativos que enfatizam a utilização de provas estandartizadas q que oferecem informação relevante mas limitada para avaliar a utilização das TIC e dirigir o desenvolvimento dos programas apoiados por tecnologia.
A investigação de Jairro Andrés Montes González e Solanlly Ochoa Angrino, propõe uma aproximação de tipo qualitativo para caracterizar o conhecimento, a utilização e transformação dos docentes que usam as TIC nos seus cursos.
Cinco professores universitários, foram entrevistados e os seus cursos observados durante um semestre. Os seus desempenhos foram colocados em níveis de apropriação das TIC, de menos a mais complexos, tendo em conta do que diziam que faziam e do que realmente faziam nos seus cursos. Os resultados mostram que nos níveis básicos de apropriação os docentes utilizam as TIC como uma ferramenta que facilita o armazenamento, a transmissão e a organização do material dos cursos, sem que exista uma diferença substancial entre um curso presencial e os seus cursos apoiados pelas TIC; nos níveis avançados de apropriação, utilizam as TIC como ferramenta que facilita a multiplicidade em representações do conhecimento, a simulação e resolução de problemas; estes docentes estabelecem uma clara diferença entre um curso presencial e um apoiado pelas TIC, na medida usam cenários virtuais de aprendizagem que seriam impossíveis de utilizar sem a mediação da tecnologia.
Estes autores propõem seguir esta investigação avançando através de aproximações que permitam descrever a utilização real que os docentes estão dando às TIC nos seus cursos.

sábado, 8 de março de 2008